Arquivos do mês outubro 2017

Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos lança a pedra fundamental do Memorial às Vítimas do Holocausto

Um dos maiores desejos do Deputado Gerson Bergher está se realizando. Uma obra pela qual dedicou, pelo menos, os últimos 25 anos de sua vida. Um marco importante para lembrar às futuras gerações os males do totalitarismo aliado aos mais vis sentimentos humanos de desprezo e discriminação do homem pelo próprio homem.

O Memorial do Holocausto vai virar realidade. No dia 14 de Julho, uma sexta-feira pela manhã, o prefeito Marcelo Crivella e a então secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Bergher descerraram a placa da Pedra Fundamental do Monumento às Vítimas do Holocausto, no Parque Yitzhak Rabin, em Botafogo.

A construção do memorial insere a cidade do Rio de Janeiro entre as grandes metrópoles do planeta que rendem homenagens às vítimas do genocídio nazista, como Paris, Berlim, Nova York, Washington e Londres. Em seu discurso, Crivella lembrou do idealizador do Memorial, o deputado Gerson Bergher, morto em 2016. Para o prefeito, a execução da obra sob sua gestão, depois da recusa de seus antecessores em tocar o projeto, simboliza o compromisso da Prefeitura com a igualdade e o respeito aos povos.

– A maior homenagem que podemos prestar aos seis milhões de judeus mortos pelo nazismo é bradar ao mundo: Holocausto, nunca mais!, afirmou Crivella.

O monumento terá 22 metros de altura. Na sua base estará escrito um dos Dez Mandamentos: “Não Matarás”.

– O Memorial é um marco de resistência contra o esquecimento; pois, sete décadas depois, o mundo continua matando inocentes e deixando muitas crianças órfãs, disse Teresa Bergher.

Quando o arquiteto André Orioli apresentou o projeto vencedor do concurso promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil, em 1988, jamais poderia imaginar que hoje esta frase seria tão atual. A obra rende homenagens às vítimas do massacre nazista contra judeus e outras minorias durante a Segunda Guerra Mundial; mas serve, sobretudo, para nos lembrar da importância de uma cultura de paz e tolerância.

– Quando idealizamos o projeto, meu marido Gerson e eu fomos ao Museu do Holocausto, em Jerusalém. A direção apoiou a iniciativa e prometeu de nos enviar objetos pessoais das vítimas para o acervo, como roupas e sapatos. Vou tentar trazer também um vagão de um dos trens que os levavam para os campos de concentração. Este monumento é uma luta antiga. O massacre de seis milhões de judeus não pode ser esquecido. É como se matassem todos os habitantes da cidade do Rio de Janeiro, sem contar vítimas de outras minorias”, afirmou Teresa Bergher.

Além do prefeito Marcelo Crivella e da secretária Teresa Bergher, a cerimônia contou com as presenças do presidente da Federação Israelita, Herry Rosenberg, do cônsul honorário de Israel, Osias Wurman, do ativista do fundo comunitário, Bernardo Griner, de representantes da ARI e Fierj, de crianças da rede municipal de ensino e das escolas judaicas, sobreviventes do Holocausto, judeus, e outras minorias vítimas da perseguição do nazismo, como ciganos, homossexuais, deficientes físicos e testemunhas de Jeová.

Também presente ao evento, o Embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelly, se disse bastante emocionado:

– Devemos lembrar sempre do Holocausto. Só assim, o mundo vai evitar repetir esse horror no futuro.

Durante a cerimônia, o arquiteto André Orioli apresentou o projeto, com exibição de vídeo com depoimentos de sobreviventes do Holocausto e, logo depois, houve a leitura do manifesto dos combatentes do Gueto de Varsóvia.

Financiado exclusivamente com recursos privados, o Memorial do Holocausto será construído no alto do Mirante do Pasmado, e contará com anfiteatro, galeria para exposição e sala de mídia digital. O monumento terá 22 metros de altura e na sua base estará escrito um dos Dez Mandamentos: “Não Matarás”. A construção está prevista na Lei 4665, promulgada em 2007, de autoria de Teresa Bergher. O local terá rampas de acesso, área para solenidades, galeria circular com três divisões, abrigando a galeria da Memória, com 300 m², espaço de mídias interativas de 182 m², auditório para 130 pessoas, copa, administração e sala de reuniões.

A banda da Guarda Municipal encerrou a solenidade.

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